Circundar a Ilha de Cananeia

Circundar a Ilha de Cananeia

Passeio interessante, rápido, barato e seguro e dar a volta pela Ilha de Cananeia.

A traineira #Manjuba, parte do porto Bacharel no centro histórico da cidade e segue para o sul. Navegando em direção à baia de Trapandé, em pouco mais de uma hora estará ultrapassando o canal que segue em direção à ilha da Casca e Marujá, prestes à atingir a foz de diversos rios, inclusivo o maior dos que descem a serra e deságuam no Mar de Cubatão: rio Taquari.

No lado oposto a ilha, junto ao continente, são inúmeros sítios criatórios de ostras, e pequenas residências de caiçaras que vivem da exploração do mar: criam frutos do mar e pescam.

A essa altura a traineira #Manjuba estará navegando junto a orla da Estação Quarentenária, a única da América do Sul, que sempre tem animais exóticos em quarentena que foram importados ou aguardam serem exportados.

Em pouco mais de uma hora já terá atravessado o Porto de Cubatão, a linha de travessia das balsas e estará ao largo do Hotel Costa Azul.

Daí em diante, mais sessenta minutos, a traineira #Manjuba está sob a ponte Gal. Euclides Figueiredo e segue em direção às Pedrinhas, onde atraca e os passageiros descem para almoçar. Povoado típico e comida Caiçara. Lá é servido cachaça com cataia e peixe na folha de bananeira.

As Pedrinhas é um povoado de pescador, no município de Ilha Comprida. Lá existem armazéns, empórios, restaurantes e pousados. Um lugar bem interessante para visitação.

Após o almoço e visita geral, os passageiros retornam e a traineira #Manjuba segue viagem em direção ao centro histórico de Cananeia, de onde partiu. Agora a navegação volta-se novamente para o sul.

Nesse trecho do Mar de Dentro, à esquerda se avista a orla de Ilha Comprida e à direita a costa da ilha de Cananeia, sempre com pequenas praias, algumas boas para banho, sítios, casas de turistas e residências de caiçaras. Há inúmeros manguezais.

No trajeto se avistará o bairro de São Paulo Bagre e Agrossolar, na ilha de Cananeia, e Juruvauva do lado da Ilha Comprida.

São aproximadamente seis horas de passeio bem diferente e interessante.

Se os passageiros desejarem , a viagem tem a participação de monitora ambiental que animará o trajeto esclarecendo detalhes do Lagamar. Dará explicações históricas, geo-políticas e ambientais da região.

Boa Viagem.

 

Vale do Ribeira abriga a maior porção da Mata Atlântica do Brasil

O Parque PETAR possui mais de 300 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, abriga comunidades tradicionais e quilombolas

 

Criado por um decreto em 1958, o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) é o local que abriga a maior porção de Mata Atlântica no Brasil. O Parque é reconhecido pela UNESCO como patrimônio da humanidade, por ser uma das unidades de conservação mais importante do mundo.

Localizado no sul do estado de São Paulo, entre as cidades de Apiaí e Iporanga, o PETAR é um dos mais importantes refúgios da vida selvagem da região sudeste do Estado, sendo um dos mais significativos corredores ecológicos que conecta os mais importantes remanescentes da Mata Atlântica do Brasil.

O Parque possui mais de 300 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, abriga comunidades tradicionais e quilombolas. No local também é possível encontrar uma grande diversidade de aves, mamíferos de grande porte, além de córregos e rios com águas cristalinas.

O PETAR faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação do Paranapiacaba, composto ainda pelo Parque Estadual Intervales, Parque Estadual Carlos Botelho, Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, Estação Ecológica Xitué e Área de Proteção Ambiental Estadual da Serra do Mar.

O Parque Estadual Carlos Botelho possui três trilhas que podem ser monitoradas, sendo as duas principais localizadas nas proximidades da sede, em São Miguel Arcanjo. Ao percorrê-las é importante que se faça silêncio, aumentando as chances de observar vários animais.

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Fonte:
http://www.registrodiario.com/noticia/5048?fbclid=IwAR0I12kLFwvjYs2NRXyY06C8gWkLpfd55naaEuNgSeW-SWVEvtg5c-Lw-zU

A NATUREZA SE REBELOU.

Um canal de 170 metros de largura e 3 metros de profundidade separou a extremidade sul da Ilha do Cardoso, a dividindo em duas porções, no litoral sul do Estado de São Paulo.

Estudiosos estão prevendo que a nova barra se expanda há quilômetros. E é o que está acontecendo, pois nesses poucos meses, já atingiu quase dois quilômetros de largura, aumentou a profundidade e está açoreando com força a costa da ilha artificial fronteiriça, onde está erguida a Vila Rápida e a cidade Fantasma de Ararapira.

Os moradores do sul da ilha estão isolados da sede do Parque Estadual da Ilha do Cardoso. Cerca de 50 moradores estão testemunhando a barra do pontal sul unir-se ao Parque Nacional de Superagui.

O processo natural de erosão (movimento de sedimentos pela corrente da água) ocorre há 60 anos no entorno da Enseada da Baleia. Até então, com mais de 200 metros de largura, foi diminuindo até atingir centímetros e romper-se pela força do mar.

Acadêmicos e estudantes do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alertaram, em 2009, sobre o possível desfecho do fenômeno, que deveria ocorrer por volta de 2017, 2018 ou 2019. “Projetamos, com base em imagens de satélite, o avanço da erosão. A abertura [da barra] foi ao final dessa janela tempo e deve ser concluída em setembro, quando terá um quilômetro“, explica a professora Maria Cristina de Souza.

Segundo Maria Cristina, trata-se de uma ação da natureza que o homem, desta vez, não teve interferência. “A dinâmica daquela região é instável, da água do estuário avançando para o mar. No passado, já ocorreram outras aberturas e acreditamos que, em breve, ocorrerá o assoreamento [deposição de sedimentos] na antiga barra, na divisa com o Paraná”.

O gestor do Parque Estadual Ilha do Cardoso, Edison Nascimento, também afirma que o fenômeno erosivo é natural e é acompanhado pela Fundação Florestal e pelo Instituto Geológico, ambos subordinados à Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo. “O que era esperado, finalmente aconteceu. E agora vamos avaliar os reais impactos ao ecossistema”.

Nascimento concorda com a pesquisadora da UFPR sobre as alteração das dimensões iniciais da nova barra para quando deverá ocorrer o equilíbrio daquele ambiente. Foi a equipe dele que constatou o comprimento e a profundidade iniciais, na terça-feira, durante uma vistoria em uma embarcação, com equipes da Defesa Civil.

Avanço do mar divide ilha, extingue enseada e 'engole' 1 km do estado de SP; vídeo

Visitar a região é um passeio interessante para pesquisadores turistas e pescadores. A traineira #Manjuba a partir de Cananéia ou de qualquer outra cidade ou vila do Lagamar faz o trajeto em direção à nova barra da Ilha do Cardoso.

 

Roberto J. Pugliese

 

CATAIA, A PLANTA DO LAGAMAR.

Com sabor amargo e picante a cataia é conhecida como o uísque dos caiçaras, em razão do colorido que suas folhas provocam na cachaça local.

Canela amarga, pau-pra-tudo, melambo, casca de anta e caa-pororoca são os alcunhas da cataia, planta de grande porte, cuja floração chega até 27 metros.

Na língua tupi, cataia quer dizer folha que queima.

Chá de cataia: potente contra a anemia, bronquite e malária

Natural do Lagamar suas folhas servem como tempero e para dar sabor a cachaça de cana de açúcar. A folha se submete ao processo de secagem e é introduzida nas garrafas de cachaça, onde após descansar por certo tempo, transforma a bebida em especiaria muito procurada pelo paladar local e de turistas.

Como medicina natural a casca da cataia é antisséptico e anestésico, servindo também como espectorante e para soluções estomacais. Alguns dizem que o uso regular da cataia aumenta a libido.

Enfim, a traineira # Manjuba é o veículo hábil para levar com segurança e conforto os curiosos ao seio da Mata Atlantica para observarem essas arvores nativas.

Roberto J. Pugliese

 

CURITIBA, MORRETES.- passeio de trem  surpreendente.

Conhecer as belas paisagens da Serra do Mar, a maior faixa contínua de Mata Atlântica ainda preservada no país, por meio de um passeio de trem,  é mais que uma aventura, se a viagem tiver início em Cananéia, SP navegando pelo canais e também singulares paisagens do Lagamar.

A viagem começa na Estação Ferroviária de Morretes e tem destino à Curitiba. O retorno pode ser pela histórica rodovia que desce a Serra da Graciosa, igualmente cartão postal que oferece paisagens surpreendentes.

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( túnel ferroviário existente )

O trajeto, pela Ferrovia Curitiba-Paranaguá, passa por dentro da Serra do Mar, relembrando os tempos passados. Coisa rara no Brasil, turistas e moradores do Litoral podem experimentar o balanço do trem.

Os 110 km de trilhos, em meio às paisagens deslumbrantes, são percorridos em mais de quatro horas. Durante o trajeto, o passageiro conta com atrativos históricos e naturais, tendo sido eleito pelo jornal inglês The Guardian como um dos 10 mais belos passeios sobre trilhos do mundo.

O cenário estonteante contempla, entre outras vistas, as montanhas do pico Marumbi, a Cascata Véu da Noiva, Viaduto do Carvalho e Ponte São João.

A ferrovia passa por 13 túneis e é possível visualizar as construções à beira dos trilhos, que já abrigaram estações e casas dos trabalhadores ferroviários.

A construção da ferrovia teve início em 1880, quando Dom Pedro II lançou a pedra fundamental em Paranaguá e foi inaugurada quatro anos após, com a presença da Princesa Isabel.

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(vista parcial de Morretes, PR)

A partir de Cananéia a traineira #Manjuba pode levar com toda segurança e conforto seus passageiros até Morretes, subindo o rio a partir da baia de Paranaguá, valendo-se do pequeno calado que dispõe e assim permite.

Roberto J. Pugliese

CANANÉIA, o paraíso das ostras.

As ostras do Lagamar fazem parte da tradição caiçara da região, colhidas do mangue, depuradas e postas no mercado, com sabor singular e inegualável.

Famílias de caiçaras tem por tradição o cultivo e a caça desses moluscos há várias gerações. Os descendentes de quilombolas, moradores no Quilombo de Mandira, na zona continental de Cananéia, há boa data vivem desse cultivo e através dele exploram o turismo.

 

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( prato de ostras e copo de cerveja )

De geração em geral essa região sempre viveu do extrativismo natural. Com a delimitação de terras para esta colônia e também com a falta de permissão para prosseguir explorando a madeira, a atividade econômica restante foi tendo o mangue como fonte.

Dada a pureza das águas do Lagamar, com o planctus evidente oriundo na maioria das vezes da Mata Atlantica, que salientam os manguezais, a região tem nos diversos frutos do mar, um meio tradicional de exploração econômica.

São os caranguejos, os mariscos, baicucus e outros. Mas é a ostricultura que tem nome, fama e qualidade reconhecida. E a produção é constante: Uma boa colheita de uma família pode chegar a 30 a 40 mil dúzias ano.

A forma de comercialização dos caiçaras do Mandira se dá através de uma cooperativa instituída entre estas mesmas famílias, que compra a produção e revende, gerando receita para a população, para a organização e criando assim também um eco turismo.

São diversos os restaurantes de gastronomia elegante que viraram clientes desta boa história de grupo humano. Tanto nos bairros mais chiques de São Paulo como Jardins ou Vila Madalena como também noutras praças, com destaque para Santos, Guarujá e todo o litoral norte do Estado.

http://www.gastronomiaverde.com.br/site/images/stories/ostras%20do%20mangue.jpg

( ostricultor da região do Rio Mandira, Cananéia, SP )

A ostra de Cananéia é por si uma marca de qualidade e tradição.

Mesmo sem o devido apoio dos órgãos públicos do Estado e da prefeitura municipal, a atividade extrativista dos caiçaras tem produzido riquezas e levado para todos os cantos o bom nome do Lagamar.

Ostras de Cananéia são encontradas em Curitiba e até em Brasília.

 

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( ostricultor colhendo no manguezal )

Enfim, a trainera #Manjuba leva seus passageiros, com segurança e conforto aos mares e ribeirões onde se encontram criatórios desses preciosos moluscos.

Roberto J. Pugliese